Johnny Depp assina com CAA, terminando longa jornada com UTA

Outra matéria, agora da Deadline, que faz um balanço mais detalhado de toda a carreira, ao lado da UTA e de Tracy Jacobs.

(Deixando claro que a opinião do artigo não coincide com a nossa em alguns pontos)

Texto traduzido e adaptado pelo DeppLovers

Johnny Depp assinou com a CAA, a agência anunciou esta manhã.
Isto é um choque, e um excepcional desenvolvimento em vários níveis começando com o fato de que estrelas de longa sintonia com uma agência, que levaram à franquias de bilhões de dólares, muitas vezes não se movem.

Alguns vão simplesmente ler isso como uma grande “pegada” da CAA em continuar uma rivalidade com a UTA que aumentou ano passado, quando quase uma dúzia de agentes da CAA saltou para a UTA e levou clientes, incluindo Will Ferrell e a estrela em ascensão Chris Pratt.
Outros vão ver isso como uma estrela em um momento de crise fazendo uma mudança de curso após a filmes recentes que não funcionaram, e um barulhento rompimento conjugal lançá-lo sob uma luz pouco lisonjeira na mira dos tablóides.

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Winona Ryder comenta em defesa de Johnny

Winona Ryder chocada com as alegações de abuso contra Johnny Depp
Por: ZACH JOHNSON
Segunda feira, 27 de Junho, 2016 7:43 AM PDT

Winona Ryder gostaria de dar à Johnny Depp o benefício da dúvida.

Em meio às alegações de Depp ter abusado de Heard durante o casamento de 15 meses, Ryder está comentando em sua defesa. Heard entrou com o pedido de divórcio no dia 23 de Maio, três dias após a mãe de Depp falecer. Read More

Cineasta João Daniel Tikhomiroff comenta carreira de JD

Johnny Depp: uma retrospectiva da carreira do ator

Protagonista em Aliança do Crime, que estreia em novembro, Johnny Depp tem carreira cheia de papéis marcantes; relembre assistindo o vídeo que está incluido neste artigo do CQ

Com estreia de Aliança do Crime se aproximando, o cineasta João Daniel Tikhomiroff relembra os altos e baixos da carreira de Johnny Depp, passando pelo seu início de carreira até o aclamado Jack Sparrow em Piratas do Caribe
Clique AQUI para assistir ao vídeo

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Artigo do jornal de Portugal – DN

Um ator chamado Johnny Depp
por: João Lopes | DN Portugal

Há um valor simbólico na interpretação de Johnny Depp em Black Mass – Jogo Sujo que transcende o trabalho específico de composição da figura do gangster James “Whitey” Bulger. Não que esse trabalho seja banal. Bem pelo contrário: a definição da personagem, ainda que alicerçada numa elaborada manipulação do corpo, em particular do rosto (proeza que constitui uma imagem de marca de momentos marcantes da carreira de Johnny Depp), envolve uma caracterização psicológica que oscila entre o enigma sem palavras e a transparência mais inquietante. Deparamos, assim, com um filme em que a função do ator não tem nada de instrumental, quer dizer, não é secundarizada em nome de qualquer ostentação tecnológica.
Não é banal esta diferença, quanto mais não seja porque há tendências da produção americana contemporânea que, mesmo quando integram grandes estrelas, tendem a reduzi-las a mero suporte de personagens que, literalmente ou não, foram reduzidas a títeres de banda desenhada. Lembremos o caso de Robert Downey Jr., outro dos nomes fundamentais da geração (nascida na década de 60) a que Johnny Depp pertence: a sua redução a um “boneco” entaipado na armadura metálica do Homem de Ferro dos filmes da Marvel constitui um exemplo dramático de como se vai esvaziando um talento genuíno.
É certo que Johnny Depp vem de alguns aparatosos desastres, o último dos quais, O Excêntrico Mortdecai, revelava uma assustadora indigência conceptual. Seja como for, em sua defesa, importa reconhecer que nunca desistiu de ser ator, de testar os limites da expressão humana através de personagens invulgares e desafiantes – para além do seu talento pessoal, o que está em jogo é a (re)valorização do cinema como algo mais do que uma coleção de efeitos sem nada de especial.

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Matéria da PEOPLE com Eric Schneider (ex colaborador de Whitey Bulger)

Um ex integrante da gang de Whitey Bulger avalia Black Mass: “Johnny fez um trabalho espetacular”.

Um ex-colaborador de James “Whitey” Bulger, o notório mafioso de Boston, atualmente cumprindo duas penas de prisão perpétua por conspiração, extorsão, e assassinatos, teve dificuldades para assistir ao novo filme biográfico sobre ele em cartaz.

Eric Schneider, um traficante de drogas e armas que passou os últimos 20 anos ou mais no programa de proteção a testemunhas, só conseguiu assistir ao filme com Johnny Depp até os créditos de encerramento na terceira tentativa. Na primeira vez ele ficou apenas 10 minutos, pois não estava preparado para enfrentar aquilo. Na segunda vez, conseguiu ficar por uma hora e começou a se envolver com o filme. Na terceira tentativa, conseguiu ir até o fim. Ele era cético quanto ao elenco do filme, mas ficou impressionado com o trabalho do ator.

“Ninguém poderia realmente fazer Whitey, mas Johnny Depp fez um trabalho espetacular, e capturou um monte de seus maneirismos”, diz Schneider. “Em particular, Whitey era esse cara que podia ser jovial e rir com você um segundo, e então, como ao apertar um botão, você o perdia. Você podia dizer uma palavra, não sabendo que era errada, e isso era o suficiente para a mudança. Um comentário aparentemente inofensivo poderia ser motivo para se estar fora (ou morto). “Deus não permita que você o chame de Whitey”, diz Schneider. Ele gostava que o chamassem de “Jim” ou “Jimmy “, mas nunca Whitey.

“Johnny fez um maldito bonito e bom trabalho capturando este homem e o que ele era capaz de fazer”, diz Schneider, lembrando como a cor dos olhos do mafioso “mudaria” sempre que ele estava furioso.
“Fisicamente, a aparência de Whitey também mudou”, diz Schneider. “Ele tinha se tornado esse monstro, e Johnny foi capaz de transmitir isso.”

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