fevereiro 5, 2016

Johnny concedeu uma entrevista à revista francesa L’Édition du Soir por ocasião da sua premiação no Festival de filmes Sta Barbara esta semana.

Segue a tradução do francês para o português:

“Eu não me arrependo de nada”

Ator do cinema americano, Johnny Depp foi premiado no festival Santa Bárbara pelo conjunto de sua carreira.

Anunciado como um dos pretendentes ao Oscar de melhor ator pelo seu papel em Black Mass, Johnny Depp não foi, portanto, um dos escolhidos entre os candidatos à preciosa estatueta. O que importa é que o antigo companheiro de Vanessa Paradis coleciona – um atrás do outro – vários festivais, colhendo a cada passagem uma recompensa pela sua interpretação no filme de Scott Cooper. Presente no festival, na California, quinta-feira à noite para participar do último encontro cinematográfico antes da cerimônia do Oscar, o ator mascote de Tim Burton comentou sobre sua carreira, seus projetos e também sobre sua filha.

Pergunta: Uma pesquisa recente o indicou como um dos dois atores preferidos, com Tom Hanks, dos espectadores americanos, isso é uma surpresa?

Resposta: É prazeroso. As pessoas têm que ser tolerantes, porque, pessoalmente, eu não suporto me ver sempre na tela. Eu me acho tão ruim que por muito tempo eu fiquei surpreso pelos realizadores me ligarem. Ser apreciado pelo público é bom, mas é uma posição muito instável, muda de um ano para o outro. No próximo ano eu terei 50.

P: Você foi contemplado ao Palm Springs pelo seu último filme, e agora ao Santa Barbara pelo conjunto da carreira. Que olhar você possui em relação ao seu trajeto?

R: Inicialmente eu fazia música e mal conseguia pagar meu aluguel. De repente 21 jump street chegou e eu me vi com mais dinheiro que eu jamais tive. Eu era tratado como um rei: eu não pagava as minhas viagens de avião, eles levavam minhas comidas e bebidas até a mesa… Mas eu não era feliz. Não era isso que eu esperava de uma carreira artística. Eu cheguei a me destacar, encontrei realizadores magníficos e 25 anos mais tarde eu posso dizer que eu tive sorte.

P: Seu ano foi marcado pela sua interpretação como o gângster Whitey Bulger. O que lhe atraiu nesse papel?

R: Esse personagem me fascina. Eu me interessei assim que o processo chegou em Boston. Ele pode ser, às vezes, carismático e horrendo, terrificante, sombrio. É interessante de jogar com isso. Mas eu me interessei, sobretudo, pela qualidade do projeto que me foi mostrado pelo realizador, Scott Cooper.

P: Você ficou decepcionado por não ter entrado na lista dos candidatos à melhor ator do Oscar?

R: Não. O cinema não deveria ser uma competição. Não escolhemos um papel para ter uma recompensa. Eu o fiz porque eu acreditei no projeto. Eu não tenho nada a me arrepender na minha carreira. Eu já sou contente por poder atuar por tanto tempo.

P: Você gosta dos filmes surreais, em universos sem limites, selvagens? Não é difícil misturar isso em um drama clássico?

R: Ao longo dos anos, as pessoas habituaram-se a me ver com maquiagens inacreditáveis e nos papéis mais loucos, seja em Alice no País das Maravilhas, A Fantástica Fábrica de Chocolate ou Piratas do Caribe, eu estou sempre com uma aparência bizarra.
As pessoas têm dificuldade de diferenciar esses momentos da minha verdadeira personalidade ou da minha capacidade como ator.
Eu não faço nada além de responder aquilo que os realizadores me pedem e de tentar as experiências cinematográficas. Isso não me impede de variar os tipos de papéis. O único personagem que continua a habitar em mim e do qual eu tenho dificuldade de me desfazer é Edward mãos de Tesoura.

P: Você já visou trabalhar com diretores europeus?

R: Eu já o fiz, com Roman Polansky em o último portal e com Lasse Hallström em Chocolat. Eu gostaria muito de participar de outros projetos, mas me falta tempo.

P: Quais são seus próximos projetos?

R: Isso não é segredo, eu estou em preparação para o novo episódio de Piratas do Caribe, cujo título será “Os mortos não contam histórias” e a estreia está prevista para maio de 2017.Mas eu também trabalho no meu primeiro filme como realizador/diretor, “O Bravo”, o qual eu espero apresentar no próximo ano.

P: Sua filha, Lilly-Rose está iniciando uma carreira como atriz e como modelo, você tenta aconselha-la?

R: Eu não tenho nenhum conselho a dar a minha filha publicamente. Nós somos extremamente próximos e já conversamos muito. Ela sempre me conta tudo e não tem medo de me contar sobre suas tentativas, seus projetos e suas dúvidas.
É uma filha muito corajosa, muito sensível e muito inteligente. Ela tem mais qualidades que eu. Eu sou fiel a ela e estarei sempre lá por ela. Eu quase a perdi há dez anos por causa de uma infecção alimentar e eu quero ficar de olho nela. Trata-se de um reflexo de proteção paternal, mas também porque eu quero vê-la crescer, evoluir e estar lá para apoia-la.

Tradução do francês para o Portugues por DeppLovers/Luisa Rangel


5 Responses to “Entrevista à revista francesa L’Édition du Soir”

Rosa Maria

Ah, que bela entrevista. E essa é uma grande novidade! Ele está trabalhando com O Bravo!! Isso será demais!

fevereiro 5, 16 • 11:50 pm


Liu

Johnny e Edward, praticamente, inseparáveis!
Ah, que felicidade! Amo O Bravo! Filme belíssimo e de uma importância sem igual! Nasce uma esperança de tê-lo em minha coleção! Obrigada, Salete e Luisa.

fevereiro 6, 16 • 12:04 am


Ly

Que notícia maravilhosa! Johnny sempre nos presenteando!

fevereiro 6, 16 • 12:58 am


Adriana

Otima entrevista! Valeu DL.

fevereiro 6, 16 • 1:53 am


Heleusiane

Que entrevista maravilhosa!!!! Adoro ver Johnny falar!!!
Ele sempre nos emociona com suas falas e impressões.
E que máximo ele estar trabalhando em “O Bravo”. Ele merece muito lançar este filme.
E que papai mais dedicado e amigo!!! Lily é afortunada!!!

fevereiro 13, 16 • 11:31 pm


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