Entrevista revista teamrock.com – Nov/2016

Entrevista p/ revista teamrock.com – Novembro 2016

Hollywood’s most rock’n’roll actor on his life in music and his hatred of formulas.

O ator mais rock’n’roll de Hollywood em sua vida na música e seu ódio às fórmulas.

Foto clicável:
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Quando você conheceu Jimmy Page ontem, pareceu que isso realmente significou alguma coisa pra você…

J: Bem, ele significa. Significou muito e ainda significa. Os guitarristas pra mim daquela época eram Keith, Jeff Beck, tinha o Jimmy Page e o Joe Perry. Tinha algo sobre eles, algo místico neles.

– Quando você se tornou um guitarrista?
J: Eu tinha uns 12 anos, estava no banco de trás e nós estávamos dirigindo na avenida principal da pequena cidade que morávamos, e tinha um pequeno show local acontecendo no estacionamento de uma loja. Nós ficamos presos no semáforo e tinha uma banda tocando. Eu me lembro o nome da banda, na verdade, eles se chamavam Rocklin Channel. Eu acabei tocando com uns dos caras depois, sabe.

– Isso é na Florida?
J: É na Flórida. Eu os ouvi tocando Dream On, do Aerosmith e eu pensei, caramba, isso é muito bom, e seria muito legal pegar uma guitarra e simplesmente explodir, sabe? Então sim, eu convenci minha mãe a comprar uma porcaria de uma pequena guitarra Decca por 25 dólares e um pequeno amplificador Plush azul que era simplesmente um lixo, foi fantástico. Roubei um livro de acordes Mel Bay de uma loja de departamentos – o livro azul de acordes Mel Bay com as fotos em preto e branco, sabe? – Então eu descobri onde colocar meus dedos, descobri os acordes e comecei a ouvir os discos, levantando a agulha e colocando-a de novo no começo do disco, de novo e de novo…

– Então você é autodidata?
Eu tinha aula de guitarra na escola. Eu larguei, mas a aula de guitarra era a única aula que eu teria passado. Eu não sei porquê, mas eu simplesmente sabia que a escola não iria me proporcionar nada. Eu sabia que não iria trabalhar em uma empresa de seguros. Eu sabia que não iria, sabe? Eu tinha o que, 15 anos quando caí fora? Você sabe, era tipo “eu preciso ser um adulto agora”. Havia uma parte de mim que simplesmente ia se juntar à Marinha, dizer foda-se e sair, mas eu comecei a tocar em boates aos 13 anos. Eu entrava pela porta dos fundos, tocava, saía – ficava do lado de fora, fumava, voltava para dentro. Eu toquei como menor de idade de cima à baixo da costa leste por alguns anos.

-Ganhando dinheiro?
Não, não, todo o meu dinheiro morria na mesa do bar. Eu acho que é o clássico clichê. Sempre vai ser a mesa do bar que vai te pegar. Naqueles tempos…

– Esses são o meio dos anos 70?
Sim, eu nasci em 63, então eu tinha 12 em 75. Eu havia encontrado uma forma de escapar de todo o pesadelo familiar, sabe? O lar em que eu vivia era muito radical, e bem imprevisível. Você nunca sabia o que iria acontecer em seguida. Podia ser um cinzeiro jogado na sua cabeça, ou um sapato…

– Pelo seu pai?
Não, mais pela minha mãe. Meu pai era bom com o cinto. Mas aqueles eram tempos diferentes. Eles faziam o que eles sabia fazer melhor. Mas quando eu encontrei a guitarra, daquele momento em diante, eu não tenho nenhuma memória da puberdade. Nenhuma. Porque eu literalmente me trancava no meu quarto e prestava atenção nos discos, e eu aprendi as coisas.

Tradução por Jaque Cavinati (DeppLovers)
Fonte/Source

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2 thoughts on “Entrevista revista teamrock.com – Nov/2016

  1. Rosa Maria says:

    Um lar instável, uma infância sofrida e uma adolescência perdida. Nada o impediu de ser a pessoa maravilhosa que é, nem diminuiu seu amor pela família. Admirável Johnny!

  2. Sempre sincero, nunca maquiando as coisas! Teve uma começo difícil, mas não deixou se corromper interiormente pelas situações negativas que viveu, ele nasceu com uma luz intensa capaz de vencer todo o mal que o circunda, tem uma força enorme, e o admiro muito por esse conjunto! Johnny é transparente, é puro de coração! Amooooo!!

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