março 20, 2015

Depois de vários adiamentos, Mortdecai- A Arte da Trapaça, teve seu lançamento em pouquíssimos cinemas no Brasil, após uma campanha de divulgação fraquíssima, sem matérias em jornais e revistas, e até mesmo sem cartazes nos cinemas, fato inédito. A péssima estratégia só veio reforçar o estigma de baixa bilheteria, criando um círculo vicioso. O filme já é condenado antes mesmo de ser visto!

Entretanto, quem assistiu ao filme gostou, e começam a surgir críticas interessantes, como esta de Chico Marques, do http://levaumcasaquinho.blogspot.com.br/, Johnny Depp, muito excêntrico e engraçadíssimo em “Mortdecai”.

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Interessante que a análise vai muito além do filme, ao deixar claro o processo do qual Johnny Depp vem sendo vítima:

Desde sua brilhante parceria com Michael Mann em “Inimigos Públicos”,
Depp vem sendo atacado sem piedade por protagonizar
uma sequência de fiascos de público e de crítica,
cujo maior pecado é serem filmes exóticos e estranhos
— como “Transcendence”, O Turista” e “Lone Ranger”,
além de suas constantes colaborações com Tim Burton.

Mortdecai – A Arte da Trapaça está na mira dessa gente
e não deve conseguir escapar desse tiroteio.

É muito interessante que o autor chama a atenção para o fato do filme ser uma sátira aos filmes de mistério na linha de “The Thin Man”, que faziam muito sucesso nos filmes das décadas de 30, 40 e 50, segundo ele rigorosamente desconhecidos do público atual. E nós sabemos que Johnny ha muito tempo tem um projeto para filmar “The Thin Man”, ou seja, ele mantém sua coerência.

Finalmente, ao recomendar calorosamente o filme, ele acrescenta que se trata de uma obra para os fãs dos filmes de John Waters (com quem Johnny fez Cry-Baby) e Wes Anderson (com quem Johnny esteve cotado para fazer O Grande Hotel Budapeste), ou seja, total coerência. Incoerente é a máquina da indústria cinematográfica.

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