February 10, 2016

Resenha de um importante crítico de cinema sobre Johnny Depp

No palco com Johnny Depp
Por: Leonard Maltin | Indiewire
8 de Fevereiro 2016

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Eu venho conduzindo tributos no Santa Barbara International Film Festival há 25 anos. Cada convidado é diferente (de Clint Eatswood à Cate Blanchett), mas passar duas horas com eles no palco, revisando suas carreiras com um variedade de clipes de filmes têm sido bem recompensador pra mim e para a platéia. Meu objetivo é deixar o convidado à vontade, assim nossa “entrevista” se transforma em uma espécie de bate-papo.
Este ano eu fiquei um pouco mais nervoso do que o comum, sabendo que o homenageado Johnny Depp se recusa a assistir a si mesmo na tela e não é louco por dar entrevistas.

E então Johnny chegou e me cumprimentou calorosamente, arrumando tempo pra beijar minha esposa e filha. Enquanto estávamos nos bastidores ele me disse: “Sabe, eu tenho tendência a ser irreverente nesse tipo de situação.”
Eu sorri e disse: “Vai em frente! Divirta-se.”
E foi o que ele fez.

Isso tornou meu trabalho mais desafiador do que nunca. Em determinado ponto, quando ele afastou-se mentalmente, eu disse: “Gostaríamos de ouvir o final dessa frase”. E então nos deu acesso a maneira de pensar deste talentoso ator.

Um ponto de destaque para ele foi trabalhar com Marlon Brando pela primeira vez, em “Don Juan DeMarco— uma seleção na qual Johnny teve que fazer campanha. Quando a produção teve início, ele ficou abismado em ver como Brando fazia piadas constantes com a equipe e tornava o dia de filmagens o mais divertido possível. Ele nunca esqueceu essa lição. (E eu nunca esqueci aquele filme. Continua sendo um dos meus favoritos.)

Ele acabou dirigindo Brando em “O Bravo” (sua única aventura por trás das câmeras), que foi exibido no Festival de Cinema de Cannes e nunca foi lançado na America do Norte.
Depp disse que está orgulhoso do filme, especialmente da performance de Brando que ele compara com sua atuação em “Último Tango em Paris.”
Quando questionado quando e como nós poderíamos assistir, ele deu um sorriso sacana e se ofereceu para enviar (o filme) a todos na platéia via mensagem. E depois disse sim a oferta que eu dei a ele de exibir no Santa Barbara Film Festival do ano que vem.

Mesmo em seus rodeios, Johnny nunca perdeu o brilho no olhar, mas ele se recusou a assistir ou escutar a si mesmo no clipe de vídeos que Dana Morrow havia compilado para aquela noite. Então eu conversei com ele durante esses seguimentos para mantê-lo ocupado e entrosado. Conversamos sobre vários tipos de coisas, incluindo nosso herói mutuo Buster Keaton, a quem ele imitou no charmoso filme “Benny & Joon”.

Essa é uma das coisas que admiro em Johnny Depp: sua consideração pelos gigantes que vieram antes dele. Especialmente aqueles que ele conheceu e trabalhou junto como Brando, Vincent Price, Robert Mitchum e mais recentemente Christopher Lee. Mas eu não acho que ele se vê na mesma categoria que eles, mesmo com seus trinta anos de experiência e quase quarenta filmes. Ele é um homem genuinamente modesto.

Ele também tem grandes histórias para contar. Quando perguntei sobre trabalhar com Al Pacino em “Donnie Brasco”, ele disse que Pacino era comprovadamente insano. Ele enfatizou isso mais de uma vez para nos certificar que ele não estava sendo loquaz.

Pacino não ficou incomodado pela atitude de Johnny e disse: “Você é estranho pra car*lho também.”

Pode até ser, mas ele também é ousado, versátil, charmoso e imprevisível. O tipo de Estrela de Cinema que é tão popular e ainda assim menosprezado por alguma razão.

Até conversando sobre sua performance como James “Whitey” Bulger em “Aliança do Crime”, ele dá todo o crédito para o seu maquiador de longa data (Joel Harlow). Ele disse que usar tal maquiagem, como já fez com vários personagens, dá a ele um traje de “armadura” que o permite desaparecer no personagem. Somente com estímulo ele revelou como abordou a tarefa de interpretar Bulger profundamente, nunca visualizando ele como um vilão.

Eu me diverti bastante com Johnny Depp e espero que ele possa reacender seu entusiasmo em atuar. Ele indicou que talvez saia do jogo, mas isso seria uma terrível perda. Ele é bem mais do que uma estrela muito amada. Ele é uma grande presença nas nossas idas ao cinema.

Uma nota final reveladora sobre a estrela:
Ele saiu pela porta dos fundos do Arlington ao invés de comparecer à recepção organizada pela Tony em sua homenagem, mas quando foi confrontado por um grupo de fãs, ele passou a hora seguinte pacientemente posando para selfies e distribuindo autógrafos.

Tradução e adaptação: Depp Lovers – Favor não reproduzir sem os devidos créditos.


4 Responses to “On Stage with Johnny Depp (No Palco com Johnny Depp)”

Fefe

Desculpem a pergunta não tem haver com o post, mas é q naquele vídeo do discurso dele no prêmio o diretor scot cooper o chama de ” jonathan cristopher depp” o nome dele é jonathan?

February 10, 16 • 6:07 am


Fefe

Há mas só um detalhe essa entrevista é maravilhosa johnny é tão ??

February 10, 16 • 6:12 am


Jay

FEFE, aquilo foi erro do diretor. O nome dele é JOHN.

February 10, 16 • 7:30 pm


Fefe

Há bem que eu pensei!obrigadaaa?

February 11, 16 • 4:32 am


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