maio 10, 2016

Leia a tradução das falas de Johnny no Q&A sobre Alice Através do Espelho ontem em Londres.

Johnny Depp, Press para Alice Através do Espelho:

1. (depois que todos se sentam a mesa e a apresentadora fala que os cupcakes são verdadeiros):

J.D.: alguém quer um cupcake? Nada foi envenenado, tudo está bem e é seguro de comer. Nós somos seus amigos, não somos como os outros. (ele da um livro pro Sasha pra ele ler de brincadeira, Sasha da uma tigela de cucpake pro johnny e ele balança na cabeça, a tigela cai, claro haha) Eu salvei 4 deles! (Sasha conta de quando o Johnny fez os seguranças dele o seguirem pelo set de bincadeira)

2, Johnny, você deve ter gostado de interpretar esse personagem de novo, mas ele também teve características diferentes que nós não vimos nos filmes anteriores que estão muito presentes neste filme.

J.D.- foi ótimo voltar e explorar a história de Alice e o chapeleiro. Eu na verdade fiz o filme por causa de uma aposta, alguém queria que eu corresse uma milha e eu falei ‘não’, e virou um problema a gente lutou (ele e o Sasha) … Mas é, mostra um lado muito diferente do Chapeleiro, que vai além da personalidade dupla do Chapeleiro, quando ele chega perto do seu ponto mais baixo.

3. Sou de Portugal, essa é uma pergunta para o Johnny Depp. Eu estava pensando, já que é a segunda vez que você interpreta o chapeleiro maluco, e agora você está tocando com o Hollywood Vampires, o que está acontecendo quando você está no palco tocando? É o Johnny Depp de verdade ou é você como um personagem?

J.D. – O Johnny Depp de verdade, você quer dizer no palco tocando? A música foi o meu primeiro amor na idade de 12 anos e nunca parei de tocar, e ainda é meu primeiro amor. Mas a certo ponto, quando eu criei uma carreira, as pessoas começam a reconhecê-lo por uma área de trabalho que você faz, e naquela época eu sabia que aquele sonho que eu tinha desde os 12 anos estava terminado. Eu estava bem, tocando em álbuns de amigos etc, mas quando o Alice perguntou se eu queria tocar com ele no 100 club foi uma honra, eu escrevi umas 5, 6 músicas fui para LA e eu pensei que eu estava escrevendo sons para o Alice Cooper, mas do nada virou o Hollywood Vampires, e de um jeito estranho o meu sonho virou uma realidade já que eu não precisei ser o cantor, eu consigo tocar guitarra e ficar no escuro, é pura diversão. Filmes são o meu trabalho durante o dia, e voltar a atuar como o Chapeleiro foi uma boa trapaça, sabe eu não sou uma das pessoas que assiste tantos filmes, você sempre sente que tem algo a mais que você pode fazer e ter a oportunidade de melhorar e deixar a atuação mais interessante foi ótimo.

4. Olá, eu tenho uma pergunta para o Johnny, sou a Monica de Londres. Nós vemos o c
Chapeleiro como um menino muito criativo, mas um menino normal, mas ai acaba e nós queremos ver mais dele. O que podemos saber sobre como ele ficou louco? Será que teremos um filmes só dele explicando isso?

J.D. – Enquanto os criadores de chapéus trabalhavam a cola continha mercúrio, então muitos ficavam malucos por causa disso, então eu quis inspirar nisso e como isso influenciou o Chapeleiro a também ficar maluco. Mas isso é uma história verdadeira, como os chapeleiros ficavam malucos, e também porque eles não conseguiam fazer a Apple TV funcionar.

5. Como foi atuar uma versão menos maluca do Chapeleiro maluco? Como o processo foi diferente do filme anterior? E como foi ter o ‘time’, o tempo ao seu favor?

J.D. – O tempo tem estado ao meu favor? Como? Porque eu ainda estou vivo? Eu sei que é um milagre mas…

Apresentadora: eu acho que a pergunta é se foi interessante o processo de se aprofundar no personagem?

J.D.- O que foi bem interessante de se atuar como o Chapeleiro maluco é que tem vários caminhos que posso tomar no contexto do personagem, mas quando você faz isso com o Chapeleiro maluco, que já é maluco, se você tem um dilema mental no cérebro e não sabe que tem um problema tudo é ótimo, mas se você sabe que tem esse problema isso pode acabar com você. Esse Chapeleiro maluco tem tantas coisas em sua cabeça, então eu peguei esse personagem e o fiz mais confuso e mais perdido, mais paranoico e até mais violento, isso foi um desafio especial.

6. Nós estamos falando de tempo, mas o filme é sobre o recuperar a família e eu estava pensando se você estivesse andando pela rua e você visse um menino e pudesse dar lhe 3 conselhos, que talvez mudassem o seu futuro, quais conselhos lhe daria, como se fosse para você mesmo quando era novo?

J.D. – Primeiro seria procure simplicidade, fique longe de qualquer coisa que faça pessoas te encararem na rua em restaurantes ou que o façam segui-lo em carros e motos para o seu hotel. Evite pessoas que escrevam ficções absolutamente absurdas, e algumas vezes até engraçadas, sobre você e sua família. Isso seriam coisas que eu diria. Eu diria também que se qualquer pessoa o confrontar (de modo negativo) bata muito neles, parece certo, não?

7. (quando já no assunto de outra pergunta sobre como o James Bobin inclui assuntos LGBT no filme)

J.D. – … eu sou gay e sou uma mulher. Ah! E eu também gostaria, eu farei isso em todo lugar que eu for, eu gostaria muito de desculpar por não contrabandear meus cachorros pra Inglaterra, porque seria uma coisa ruim de se fazer, porque os australianos ficaram bravos e … eu tentei matá-los depois da Austrália mas . . .



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