Prefácio de The Ginger Man – 60 anos (2015)

Johnny escreveu o prefácio da edição de luxo comemorativo aos 60 anos da obra-prima de JP Donleavy ‘The Ginger Man’, um de seus livros preferidos, e que ele deseja levar para as telas dos cinemas.


English:

SEBASTIAN BALFE DANGERFIELD: certamente o primeiro candidato a santo patrono dos incorrigíveis, imorais, mas contrariamente amáveis bastardos….

A maioria dos companheiros, quer eles queiram ou não, teriam medo de admitir que existe um pouco de Dangerfield em todos nós.Ou pelo menos deveria haver, já que um saudável módico distúrbio, tumulto e um pandemônio geral são bons ingredientes para arruinar uma vida.

Ao passo que eu poderia recrutar tal reivindicação sobre uma linguagem tumultuosa contida anexa, eu suspeito não ser a única alma miserável a sugerir tal coisa, para isto deve ser notado que se não fosse pelo talento artístico de J.P. Donleavy e seu querido, desprezável Sebastian não haveria tais obras de arte modernas como Hunter S. Thompson com o seu Fear and Loathing in Las Vegas, ou Bruce Robinson com Withnail & I, nenhum Fairytale of New York de Shane McGowan e sua banda The Pogues entre incontáveis outros das calçadas da arte e além, pelos quais para causar devastação sobre gerações múltiplas de abandono selvagem adolescente. Na verdade, ao seu lançamento, o livro foi banido.

Alem disto, durante a sua primeira produção de palco no Gaiety Theater em Dublin, a peça fechou antes do final do terceiro ato; a plateia não podia sair do teatro com antecedência suficiente e nem, ao que parece, o autor podia, o qual uma vez referiu-se como ao “ter que bater numa retirada antecipada para fora da cidade”, na noite em questão.

A este respeito, existem artifícios de palavras tão capazes de enfurecer e cativar simultaneamente. Sua mão hábil, tão intensamente capaz da maior prosa cômica subversiva, não é nunca um substituto para a humanidade de seus personagens e as histórias que eles contam. J.P.Donleavy é um mestre da sua arte, e se houver justiça, sua obra será enaltecida nos corações dos jovens rebeldes em todos os lugares por gerações por vir.

Pois, não há nada como The Ginger Man, uma hilaria obra de arte pioneira, uma importuna joia atemporal de maldades escandalosas proferidas sobre as pessoas que, naquele tempo, eram psicologicamente desequipadas para receber tal declaração libertadora que atrai e repele de maneira igual. Louco, juventude impudica em sua mais honesta, brutal, hilaria, evocativa e mais insubordinada.

Então, querido leitor, seu próximo passo é deleitar-se na depravação que se segue, a seu risco…

Você foi avisado.

Johnny Depp, Coomera,
QLD Austrália, Maio de 2015

Tradução do prefácio por Adriana.

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