Tradução do prefácio escrito por Johnny – Piratas do Caribe – Disney Pirates: The Definitive Collection

Tradução do Prefácio qu Johnny fez para o livro – Disney Pirates: The Definitive Collection:

“Desde a infância, algum ponto entre inocência e ignorância, eu reconheci, como sorte, que eu de alguma forma tinha a presença da mente para ser incessantemente curioso e obsessivamente observador daqueles que me rodeiam. Até mesmo ao ponto de que por um par de anos – bem antes da minha adolescência, eu estava convencido de que o chamado da minha vida era ser um imitador. Eu estava completamente deslumbrado com o fato de ser possível mudar a voz e os maneirismos, a fim de provocar uma transformação instantânea do rosto, de modo que, imediatamente, a pessoa que eu estava assistindo não era mais ela mesma. Eles tinham desaparecido e se transformado em outro ser!

Eu era fascinado pelo comportamento humano, especialmente quando os sujeitos não sabiam que estavam sendo observados. Aquelas oportunidades indescritíveis onde se podem testemunhar momentos de comportamento simples e verdadeiro – pura honestidade – onde o sujeito simplesmente existe, desconhecendo qualquer coisa dentro de sua vizinhança – flutuando de pensamento, para pensamento, para pensamento. Em seguida, tornou-se meu dever juramentado alarmar, enervar, de sobressalto, chocar, aterrorizar e dar pânico nesses sujeitos infelizes que em grande parte acabaram por ser a minha família – os pobres sods (pobre coitados) E tudo isto só para satisfazer a minha necessidade, a minha fixação, pela pureza de perturbar os seus devaneios privados, de modo a experimentar a veracidade genuína desse reflexo inevitável e involuntário do recuo do horror e do medo. Porque você pergunta? Porque me fez rir. Gostaria de uivar durante horas, até dias, revivendo essas instâncias. Mas, eu precisava de mais. Em minha alegria juvenil, eu me tornei viciado nessas respostas totalmente espontâneas, no momento.

A ‘’verdade’’, como eles dizem, ‘’vai te libertar’’. E, certamente, o fez. Eu tinha encontrado minha verdadeira vocação. Foi no meu DNA para provocar e incitar – outros tanto quanto eu. Sei que há um pouco de crueldade lá dentro, e para isso eu posso, sem dúvida, saudar a história quadriculada do meu grupo de genes rebeldes. Mas, em algum lugar do bizarro giro, em algum lugar abaixo da estrada, todas essas provocações miseráveis da infância se tornaram ferramentas na minha caixa de ferramentas para o trabalho que eu faço hoje. Eu fui absolutamente positivo que haveriam repercussões terríveis? Sim! Mas não me importei. Eu não podia. Isso era, simplesmente, plus fort que moi. Isso era muito mais forte do que eu.
Meus adereços eram limitados mas a minha mente não. Cobras de borracha, aranhas falsas, barulhos assustadoramente estranhos. Tinha se desenvolvido até o ponto em que meus pais estavam realmente preocupados com a minha sanidade enquanto meu cérebro embriagado evocava brincadeiras atrás de brincadeiras para alimentar meu preocupante senso de humor e sua traiçoeira corrida de obstáculos.

Fui para frente como um rinoceronte. Quanto mais eu aprendia, mais eu me tornava cauteloso de alguém que pudesse pertencer à aparentemente reta e estreita (acredito que seja ‘’alguém que pudesse pertencer ao ‘’lado das regras’’) , como eu estava deixando meus professores loucos, e se eles tivessem sido capazes de me pegar no flagra, eles teriam me assado! Então, eu suponho que seja por isso que eu nunca me importei muito com os ternos. Eles representavam o inimigo para mim. O humor prejudicado. Eram os diretores da escola, os reitores, o oficial de truques, o médico, o dentista, os evangelistas fraudulentos. Os tipos severos e amargos, incapazes de arrancar um sorriso que não nasceu da própria noção perversa de que eles tinham o monopólio do ‘’poder’’. A autoridade sempre foi um problema.

Amados vadios eram meus heróis. Os disjuntores de regras. De Blackbeard, para Dillinger. De Jim Morrison para Iggy Pop. A lista continua. Assim, meu cérebro adolescente, sempre audacioso, estendeu-se para esses maquinistas iconoclastas, que descaradamente zombaram da convenção sem um cuidado no mundo, tão orgânico como um suspiro. Eles me deram o ímpeto para escapar de uma vida mundana.
Eu sabia que estava destinado a algo um pouco mais indisciplinado e desgovernado. A vida era minha para explorar! Alguns sugeriram que o Capitão Jack Sparrow foi o auge dessa busca. Mas, a verdade é que ele sempre foi parte integrante de mim, desde o dia zero.

Corte para: Primeiro dia. Set de ‘’Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra’’. Um sentimento absurdo.
Como chegar, pela primeira vez, em um lugar que você sempre conheceu. Eu entendi tudo. Imediatamente. Era onde eu deveria estar. Minha caminhada tumultuosa, batalhando em direção ao limite dos limites da honestidade tinha atingido o seu zênite. No entanto, essa batalha não tinha acabado. Nunca acaba, é claro, e eu tive que lutar pela minha visão do personagem. Minha verdade. E essa visão foi percebida, graças à “coragem” de Jerry Gore, e o melhor executivo que a Walt Disney Company já empregou, Dick Cook, para não mencionar nossas equipes dedicadas e incríveis – os verdadeiros soldados que realizam esses filmes com seu próprio sangue e suor!!!
Eles dão ao filme sua magia. Mas, acima de tudo, devemos agradecer a nossa querida audiência. Pois, sem eles, não haveria “nenhuma glória’’. Nós nunca teríamos chegado a lugar algum.
Mas agora, aqui estamos, uns cinco filmes mais tarde com nossos novos diretores, Joachim & Espen, administrando novas maravilhas, ainda na jornada e a amando!!!

O futuro é sempre um enigma esperando ser resolvido, mas eu sei que onde quer que vamos, Capitão Jack Sparrow ficará por perto. O seu irreverente e absurdo espírito, Sempre vagando sob a superfície de tudo o que ameaça nos domar, nos aborrecer e nos enganar.

Então, não seja domesticado. Não fique entediado. E não se deixe enganar.

Viva a vida dos Piratas.

– JOHNNY DEPP

(Surrey, 05.02.’17)

Tradução Tailine Mer/DeppLovers favor creditar ao repostar partes ou o texto integral.

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